sábado, 2 de maio de 2015

A relação promíscua entre mídia e política no filme mexicano A Ditadura Perfeita

Recorrente em discussões sejam elas políticas, culturais, sociológicas e filosóficas, a manipulação dos meios de comunicação costuma aparecer nestes debates, dividindo a opinião pública entre aqueles que acreditam e os incrédulos. 

Lançado no ano passado, o filme mexicano La Dictadura Perfecta (A Ditadura Perfeita) dirigido e roteirizado por Luis Estrada mostra a relação promíscua entre a mídia e política. O longa metragem traz o governador Carmelo Vargas (Damián Alcázar), um político corrupto e uma espécie de coronel em um estado mexicano bastante violento e pobre, e que no início da trama aparece em uma matéria de um grande veículo de comunicação, na qual aparece dando propina. 

Com o discurso de isenção de opinião, a emissora afirma que exibiu a reportagem com o intuito de mostrar a verdade ao público, entretanto, o discurso muda a partir do momento em que Vargas faz uma "doação" ao grupo de comunicação. Carlos Rojo (Alfonso Herrera) é convocado para trabalhar a imagem do governador, fazer a população esquecer que o político é corrupto e colocá-lo como um dos candidatos à presidência do México.

Críticos ferrenhos àquilo que chamam de "grande mídia", o filme pode ser enquadrado à realidade brasileira, assim como à argentina, estadunidense e de tantos outros países do mundo pois, independente do lugar, é algo que sempre acontece em todos os cantos do mundo, com maior ou menor frequência e intensidade. 

Caso queira acompanhar o filme online, está disponível a versão dublada e a sem legendas, confira:



DUBLADO


ESPANHOL: