Brasil é um dos países com maiores índices de desigualdade de gênero na política
A população brasileira é
composta, em sua grande maioria, pelas mulheres e que juntas representam mais
de 102 milhões (52%). No entanto, a participação da mulher na política continua
sendo um dos maiores problemas da desigualdade de gênero no país. De acordo com
os dados do Bando Mundial, o Brasil ocupa as últimas posições do continente
americano dentre os países com maior percentual de mulheres na política,
ficando atrás apenas do Panamá, Belize e Haiti.
Embora a diferença tenha diminuído, os números do Brasil
são preocupantes: Em 1990 as mulheres ocupavam 5,3% das vagas no Congresso
Nacional, subindo para 6,2% em 2000 e em 2013, atingiu 8,6%. Em contrapartida, Cuba,
Equador, Costa Rica, Nicarágua, Argentina e México possuem os melhores índices
e apresentam níveis de desigualdade de gênero menores que o Brasil.
Governada pelos irmãos
Castro há mais de 50 anos, a ilha de Cuba tem 48,9% das vagas do Congresso ocupadas
pelas mulheres, na Argentina são 37,4%, na Bolívia chega a 25,4%, e nos Estados
Unidos o índice chega a 17,9%, um pouco acima dos números do Paraguai (17,5%) e
Venezuela (17%).
Com o objetivo de aumentar a
participação da mulher na política, foi estabelecida na “Lei das Eleições” de
1997 que cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70%
para candidaturas de cada sexo, entretanto,
a participação das mulheres ainda é pequena.
A desigualdade de gênero não
está presente apenas no Congresso Nacional, de acordo com um levantamento feito
no fim do ano passado, menos de 10% das prefeituras no Brasil é dirigido por
mulheres e nas câmaras de vereadores o índice não passa de 12%. Dos 26 estados
da Federação e do Distrito Federal, apenas dois estados são governados por
mulheres: Maranhão (Roseana Sarney) e Rio Grande do Norte (Rosalba Ciarlini).
Veja o ranking da participação da
mulher na política, dentre os países da América:
1 - Cuba: 48,9%
2 - Nicarágua: 40,2%
3 - Equador: 38,7%
4 – Costa Rica: 38,6%
5 - Argentina: 37,4%
6 - México: 36,8%
7 - Granada: 33,3%
8 - Guiana: 31,3%
9 – Trinidad e Tobago: 28,6%
10 – El Salvador: 26,2%
11 – Bolívia: 25,4%
12 – Canadá: 24,7%
13 - Peru: 21,5%
14 – República Dominicana: 20,8%
15 – Honduras: 19,5%
16 – Estados Unidos: 17,9%
17 – Paraguai: 17,5%
18 – Venezuela: 17%
19 – Santa Lucia: 16,7%
20 – Barbados: 16,7%
21 – Chile: 14,2%
22 – Guatemala: 13,3%
23 – Jamaica: 12,7%
24 – Dominica: 12,5%
25 – Colômbia: 12,1%
26 – Uruguai: 12,1%
27 – Suriname: 11,8%
28 – Brasil: 8,6%
29 – Panamá: 8,5%
30 – Haiti: 4,2%
31 – Belize: 3,1%
