segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Brasil é um dos países com maiores índices de desigualdade de gênero na política


A população brasileira é composta, em sua grande maioria, pelas mulheres e que juntas representam mais de 102 milhões (52%). No entanto, a participação da mulher na política continua sendo um dos maiores problemas da desigualdade de gênero no país. De acordo com os dados do Bando Mundial, o Brasil ocupa as últimas posições do continente americano dentre os países com maior percentual de mulheres na política, ficando atrás apenas do Panamá, Belize e Haiti.

Embora a diferença tenha diminuído, os números do Brasil são preocupantes: Em 1990 as mulheres ocupavam 5,3% das vagas no Congresso Nacional, subindo para 6,2% em 2000 e em 2013, atingiu 8,6%. Em contrapartida, Cuba, Equador, Costa Rica, Nicarágua, Argentina e México possuem os melhores índices e apresentam níveis de desigualdade de gênero menores que o Brasil.

Governada pelos irmãos Castro há mais de 50 anos, a ilha de Cuba tem 48,9% das vagas do Congresso ocupadas pelas mulheres, na Argentina são 37,4%, na Bolívia chega a 25,4%, e nos Estados Unidos o índice chega a 17,9%, um pouco acima dos números do Paraguai (17,5%) e Venezuela (17%).

Com o objetivo de aumentar a participação da mulher na política, foi estabelecida na “Lei das Eleições” de 1997 que cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, entretanto, a participação das mulheres ainda é pequena.

A desigualdade de gênero não está presente apenas no Congresso Nacional, de acordo com um levantamento feito no fim do ano passado, menos de 10% das prefeituras no Brasil é dirigido por mulheres e nas câmaras de vereadores o índice não passa de 12%. Dos 26 estados da Federação e do Distrito Federal, apenas dois estados são governados por mulheres: Maranhão (Roseana Sarney) e Rio Grande do Norte (Rosalba Ciarlini).

Veja o ranking da participação da mulher na política, dentre os países da América:

1 - Cuba: 48,9%
2 - Nicarágua: 40,2%
3 - Equador: 38,7%
4 – Costa Rica: 38,6%
5 - Argentina: 37,4%
6 - México: 36,8%
7 - Granada: 33,3%
8 - Guiana: 31,3%
9 – Trinidad e Tobago: 28,6%
10 – El Salvador: 26,2%
11 – Bolívia: 25,4%
12 – Canadá: 24,7%
13 - Peru: 21,5%
14 – República Dominicana: 20,8%
15 – Honduras: 19,5%
16 – Estados Unidos: 17,9%
17 – Paraguai: 17,5%
18 – Venezuela: 17%
19 – Santa Lucia: 16,7%
20 – Barbados: 16,7%
21 – Chile: 14,2%
22 – Guatemala: 13,3%
23 – Jamaica: 12,7%
24 – Dominica: 12,5%
25 – Colômbia: 12,1%
26 – Uruguai: 12,1%
27 – Suriname: 11,8%
28 – Brasil: 8,6%
29 – Panamá: 8,5%
30 – Haiti: 4,2%

31 – Belize: 3,1%