A relação da música com a família
A relação da música com os laços familiares é muito estreita
no trabalho de muitos artistas, no caso de alguns, as letras são uma forma de
homenagear e, de alguma forma, mostrar aos fãs o que o artista passou ao longo
da vida. Sorrisos, gestos, decepções, separações, falecimentos e nascimentos
são descritos nas canções, pensando nisso, separamos algumas das músicas que foram
compostas com estes objetivos:
1 – Christina Aguilera – “Oh Mother” & “I’m
Ok”
Não é segredo para ninguém que a cantora Christina Aguilera sofreu durante a infância e carrega as marcas do
passado até os dias de hoje. Desde pequena, Christina se viu vítima de um pai
violento que agredia violentamente a mãe da cantora. Em “I’m Ok” e “Oh Mother”,
por exemplo, Aguilera colocou todos os momentos de dor e tristeza, mas o
diferencial de “Oh Mother” é que foi uma maneira que a cantora encontrou de
deixar para trás o passado violento e dramático.
Foi no álbum mais autoral de Madonna que a rainha do pop abriu o coração aos fãs e mostrou todas
as marcas do passado. O disco contém passagens maravilhosas, como é o caso da
emocionante “Promise to Try”, a inspiradora
“Keep it Together” e a envolvente “Oh
Father”. Nestas três canções, a cantora mostra um lado sensível, humano e
maduro, fugindo completamente de tudo aquilo que havia fazendo até então.
Descrevo “Promise to Try” como uma
das músicas mais tristes que já ouvi, aos 5 anos de idade a cantora perdeu a
mãe, vítima de câncer de mama, e foi criada pelo pai, e na canção “Oh Father”, expõe a relação com o pai. “Mother and Father” não relata apenas a
ausência da mãe, a relação abalada com o pai, mas também o lado espiritual da
cantora que por vários anos esteve enfraquecido.
Mariah Carey deu os primeiros gritos para a mãe,
a cantora lírica Patricia Carey.
Carey nunca escondeu que foi graças ao apoio da mãe, que seguiu a cantora artística. Ainda pequena, Mariah já cantava e corrigia a mãe quando ela errava
alguma nota. Em 2010, as duas dividiram o palco na performance da música natalina “O Come All Ye Faithful” e foi
realmente emocionante. Além desta canção, Mariah chegou a gravar inúmeras
outras em homenagem aos pais, mas com “Sunflowers
for Alfred Roy”, a artista homenageou o pai, vitima de câncer em 2002. Em “Bye Bye”, Carey voltou a homenagear o
pai, presente no E=MC², a música é extremamente pessoal e mais uma vez traz o que a Mariah sabe
fazer de melhor: baladas.
Talvez os maiores afetados nos
processos de separação são os filhos, na canção “Family Portrait” a cantora falou sobre a dificuldade que ela
enfrentou com a separação dos pais. A música faz parte de um poema que P!nk escreveu ainda quando tinha 9 anos,
mas que só teve coragem de gravá-la aos 21 anos. A mãe da cantora não fazia
ideia de como a filha se sentiu quando os dois se divorciaram e só teve
conhecimento quando ouviu a música pela primeira vez. Outra música que reflete
no passado da cantora é “My Vietnam”,
os pais de Pink lutaram na Guerra do Vietnã, ele era soldado e ela enfermeira,
mas a letra não é sobre a guerra especificamente, pois trata-se de uma analogia
de como era a relação entre os pais da artista e de que forma isso afetou na
vida da artista.





