segunda-feira, 21 de abril de 2014

Uma viagem ao The Knife em seus 15 anos


por Diego Nunes

Do erudito ao popular, a vocalista Karin Dreijer Andresson e seu irmão Olof Dreijer formam o duo sueco The Knife, ambos atuam também como compositores e produtores e os primeiros passos da dupla vieram em 1999. Desde então lançaram 5 álbuns e receberam bastante prêmios, incluindo 7 Grammis (Conhecido como o Grammy sueco). Com muitos elementos eletrônicos e explorando experimentações em efeitos sonoros, até mesmo vocais, foi com o segundo álbum, Deep Cuts (2003), que eles começaram a ganhar notoriedade e é desta fonte que vem a faixa mais conhecida até hoje, Heartbeats.


O terceiro álbum do duo, Silent Shout (2006), veio com mais maturidade, trazendo o maior número de prêmios que eles já receberam e firmando o espaço deles no cenário musical europeu. Além disso, foi a partir daí que eles começaram a aparecer mais publicamente e realizar shows, e então lançam o DVD Silent Shout: An Audio Visual Experience, com apresentações ao vivo incomuns, muitas luzes e projeções, como podemos ver em Marble House:


O interesse por experiências audio visuais não para por aí e é justamente nessa parte que eles começam ingressar no mundo erudito. Curiosos com óperas, os irmãos começam a estudar sobre o assunto e em 2010 misturando essa sonoridade inconfundível ao canto lírico e inspirados pela obra A Origem das Espécies de Charles Darwin, lançam a ópera Tomorrow, In A Year. Para a gravação da obra em estúdio, o duo recorre a colaborações com artistas como Mt. Sims e Planningtorock e viajam em busca de sons ambientes e específicos, fazendo gravações até mesmo na Amazônia. Trechos da ópera: 


Após pausas para trabalhos paralelos, The Knife volta ano passado com o álbum Shaking The Habitual, trazendo de volta esse clima sombrio e inquietante, e mais experimentações com sons bastante não convencionais, como sempre, tendo como exemplo a faixa Full Of Fire, que apesar do tamanho, vale a pena ouvir do início ao fim: 


Em trabalhos paralelos, Olof atuou como DJ, sendo conhecido como DJ Coolof e também possui projeto independente adotando o pseudônimo de Oni Ayhun. Mas foi Karin que chamou mais atenção em carreira solo, usando seu vocal exótico fez várias participações com outros artistas, rendendo mais com o duo norueguês Röyksopp. Aproveitando o momento, Karin lança o projeto solo que conseguiu repercutir quase tanto quanto o próprio The Knife, ficando conhecida então como Fever Ray, mais sombria do que nunca. Vejam If I Had A Heart: