sexta-feira, 18 de abril de 2014

As últimas grandes reinvenções da música (Parte 2)

por Diego Nunes

Não é nada fácil se manter no mercado da música sem cair no esquecimento, este é um ramo muito traiçoeiro e vive em constantes transições, para isso alguns artistas se fortalecem em renovações criativas a fim de atingir novos públicos, gerando ou seguindo novas tendências, ou simplesmente para se expressar artisticamente e mostrar suas individualidades.

Fizemos a primeira parte das últimas grandes reinvenções da música, e trouxemos aos nossos leitores a continuação. São momentos de transformação que enriquecem o mundo da música e contribuem para deixar esta arte sempre fresca e inovadora. 

6 - Joss Stone
Quatro anos foram necessários para sermos finalmente "apresentados" à Joss Stone, em 2003 a cantora britânica iniciava sua carreira com seu jeitinho meigo, fofo e com muito soul, mas foi em 2007, com o terceiro álbum, Introducing Joss Stone, que a cantora de Tell Me 'Bout It voltou com visual renovado, cabelos roxos e vermelhos, cheia de atitude e com muito girlpower, muitas influências do hip hop, colaborações com rappers, e assim consegue atingir um público mais abrangente e jovem.


5 - Bjork

Nem mesmo Björk conseguiu escapar da febre Timbaland que as rádios estavam vivendo no período do seu álbum Volta (2007), a islandesa, que é conhecida por não temer riscos, ousar, apresentar outras visões da música, não resistiu e resolveu experimentar as batidas marcantes do rapper e produtor americano.


4 - Madonna

A mestre nas reinvenções não poderia estar fora desta também, ela que desde o início de sua carreira sempre aparece com estilos e influências diferentes não deixou por menos nesses últimos anos. Em 2005, a rainha do pop, em sua versão mais "dance" possível, dominava as pistas do mundo com o seu álbum Confessions On A Dancefloor, já com seu álbum seguinte (Hard Candy), Madonna trazia colaborações com TimbalandPharrell e Justin Timberlake e mostrava (bem) um pouco do seu lado black.

                                                           Hung Up > 4 Minutes

3 – Cyndi Lauper

A cantora americana é outra das grandes camaleoas desta indústria, passando por diversas transformações ao longo de décadas, tanto visuais quanto musicais. Mas seu último álbum de estúdio, Memphis Blues, lançado em 2010, marcou uma das transições mais drásticas de sua carreira. Posterior ao Bring Ya To The Brink (2008), Cyndi foi das pistas de dança para o bom e velho blues, uma reinvenção bastante surpreendente e inusitada, afinal é inquestionável sua capacidade de mostrar qualidade em qualquer estilo que escolha, mas o blues caiu como uma luva nesses vocais.



2 - Christina Aguilera

Esta é sem dúvida a artista que fez o maior número de mudanças nos últimos anos, a mais marcante sendo entre seu segundo e terceiro álbum, Stripped (2002) e Back To Basics (2006). A cantora de Beautiful, passou por um momento impactante durante seu segundo álbum, muitas polêmicas, pele morena, cabelos negros, influências da black music, especialmente o hip hop, assim ficou conhecida mundialmente como Xtina. 4 anos depois, Christina Aguilera surge como Baby Jane, uma pin-up loira, branca, inspirada pelo soul/blues/jazz dos anos 20, 30 e 40 do século passado trazendo um pouco do retrô pra música e explorando o melhor de sua performance vocal.


1 - V V Brown

Iniciando sua carreira em 2009 com o álbum Travelling Like The Light, a cantora apostou no seu lado mais black, com um vocal bem soulfull e um pop/soul bem divertido e pra cima, além do visual inusitado e retrô. Após ficar um tempo sumida, V V Brown retorna ano passado com o segundo álbum Samson & Delilah em uma forma que, para quem não a conhecia, pode ter oportunidade de descobrir uma artista diferenciada, e para quem já a conhecia, se surpreendeu desvendando uma outra cantora. Não há resquícios se quer da antiga V V, com uma sonoridade totalmente sombria, elementos eletrônicos, a inglesa mostrou uma versão indie e obscura dela mesma, com vocais graves, largou as técnicas usadas e abusadas do black music em uma transformação tão drástica que qualquer um que ouvir seus dois lados pode jurar que não são da mesma pessoa.