As últimas grandes reinvenções da música (Parte 2)
Não é nada fácil se manter no mercado da música sem cair no esquecimento, este é um ramo muito traiçoeiro e vive em constantes transições, para isso alguns artistas se fortalecem em renovações criativas a fim de atingir novos públicos, gerando ou seguindo novas tendências, ou simplesmente para se expressar artisticamente e mostrar suas individualidades.
Fizemos a primeira parte das últimas grandes reinvenções da música, e trouxemos aos nossos leitores a continuação. São momentos de
transformação que enriquecem o mundo da música e contribuem para deixar esta
arte sempre fresca e inovadora.
6
- Joss Stone
Quatro
anos foram necessários para sermos finalmente "apresentados" à Joss Stone, em 2003 a cantora britânica
iniciava sua carreira com seu jeitinho meigo, fofo e com muito soul, mas foi em
2007, com o terceiro álbum, Introducing
Joss Stone, que a cantora de Tell Me
'Bout It voltou com visual renovado, cabelos roxos e vermelhos, cheia de
atitude e com muito girlpower, muitas influências do hip hop, colaborações com
rappers, e assim consegue atingir um público mais abrangente e jovem.
5 -
Bjork
Nem
mesmo Björk conseguiu escapar da
febre Timbaland que as rádios
estavam vivendo no período do seu álbum Volta
(2007), a islandesa, que é conhecida por não temer riscos, ousar, apresentar
outras visões da música, não resistiu e resolveu experimentar as batidas
marcantes do rapper e produtor americano.
4 - Madonna
A mestre nas reinvenções não poderia estar fora desta também, ela que desde o início de sua carreira sempre aparece com estilos e influências diferentes não deixou por menos nesses últimos anos. Em 2005, a rainha do pop, em sua versão mais "dance" possível, dominava as pistas do mundo com o seu álbum Confessions On A Dancefloor, já com seu álbum seguinte (Hard Candy), Madonna trazia colaborações com Timbaland, Pharrell e Justin Timberlake e mostrava (bem) um pouco do seu lado black.
3 –
Cyndi Lauper
A
cantora americana é outra das grandes camaleoas desta indústria, passando por
diversas transformações ao longo de décadas, tanto visuais quanto musicais. Mas
seu último álbum de estúdio, Memphis
Blues, lançado em 2010, marcou uma das transições mais drásticas de sua
carreira. Posterior ao Bring Ya To The
Brink (2008), Cyndi foi das
pistas de dança para o bom e velho blues, uma reinvenção bastante surpreendente
e inusitada, afinal é inquestionável sua capacidade de mostrar qualidade em
qualquer estilo que escolha, mas o blues caiu como uma luva nesses vocais.
2 -
Christina Aguilera
Esta é
sem dúvida a artista que fez o maior número de mudanças nos últimos anos, a
mais marcante sendo entre seu segundo e terceiro álbum, Stripped (2002) e Back To
Basics (2006). A cantora de Beautiful,
passou por um momento impactante durante seu segundo álbum, muitas polêmicas,
pele morena, cabelos negros, influências da black music, especialmente o hip
hop, assim ficou conhecida mundialmente como Xtina. 4 anos depois, Christina Aguilera surge como Baby
Jane, uma pin-up loira, branca, inspirada pelo soul/blues/jazz dos anos 20, 30 e
40 do século passado trazendo um pouco do retrô pra música e explorando o
melhor de sua performance vocal.
1 - V V
Brown
Iniciando
sua carreira em 2009 com o álbum Travelling
Like The Light, a cantora apostou no seu lado mais black, com um vocal bem
soulfull e um pop/soul bem divertido e pra cima, além do visual inusitado e
retrô. Após ficar um tempo sumida, V V
Brown retorna ano passado com o segundo álbum Samson & Delilah em uma forma que, para quem não a conhecia,
pode ter oportunidade de descobrir uma artista diferenciada, e para quem já a
conhecia, se surpreendeu desvendando uma outra cantora. Não há resquícios se
quer da antiga V V, com uma sonoridade totalmente sombria, elementos
eletrônicos, a inglesa mostrou uma versão indie e obscura dela mesma, com
vocais graves, largou as técnicas usadas e abusadas do black music em uma
transformação tão drástica que qualquer um que ouvir seus dois lados pode jurar
que não são da mesma pessoa.





