Formadores e Deformadores de opinião: uma análise do homem pós-moderno.
por Jonathan Seronato
Sou jornalista por formação há
dois anos e não me arrependo da escolha que fiz seis anos atrás, quando recebi
um e-mail da PUCPR dizendo que havia conseguido uma bolsa de 50% na instituição
de ensino.
Apaixonado pela profissão como a
grande maioria dos outros profissionais da comunicação, me impressiono com
alguns deslizes constantes não apenas dos meus colegas, mas também da sociedade
como um todo. Com o advento da internet, o jornalista deixa de ser o único
formador e vários membros da sociedade também começam a escrever sobre o que
quiser, entretanto, ver que todos podem formar opinião me causa certo arrepio,
até porque muitos não formam, eles simplesmente deformam a opinião, justamente
por não possuir bagagem e apresentar argumentos plausíveis em qualquer debate.
O Facebook é uma das ferramentas
mais incríveis já criadas na Pós-Modernidade, mas uma das minhas maiores
queixas é o fato de que se lê muita abobrinha nesta rede social. Todos escrevem
textos gigantescos sobre determinado tema e a grande maioria é repleta de
desinformação. Pessoas simplesmente compartilham tudo o que veem, sem ao menos
apurar ou tentar entender melhor aquilo que se lê, e a bel prazer disseminam
preconceito e ignorância pelo espaço virtual. Por outro lado, os sites e
páginas do Facebook tornaram-se vagos, a
maioria cobre o mesmo tema e muitos deles falam exatamente coisa, não há
diversidade na informação, tornando aquela informação como algo absoluto.
O espaço virtual pode ser um
ambiente para informação, conversação e até mesmo reencontrar alguma pessoa de
longa data, mas me assusta o fato de que o conhecimento tenha se tornado
programável e não proporcione um debate sobre inúmeros assuntos. A ideia de
criar o Gramofone Online não é apenas falar sobre música, cinema, teatro e outros
assuntos da cultura pop, mas fazer com que as pessoas reflitam e discutam sobre
os temas e não apenas digira tudo aquilo que é colocado a internet. Podemos
digerir um bom prato, mas é muito melhor quando podemos mastigar e degustá-lo e
infelizmente as pessoas têm esquecido de sensações tão simples e que podem ser
prazerosas.
