sábado, 11 de janeiro de 2014

O experimentalismo de James Blake


por Diego Nunes
Desde os tempos do modernismo começam surgir os indícios do futuro experimentalismo que viveriamos hoje na música, no século passado ele foi se tornando cada vez mais forte com movimentos como o da música concreta. Nas últimas décadas, a islandesa Björk foi considerada talvez como a maior representante do uso dessas experimentações, mas sem dúvida a mais famosa e bem sucedida. Hoje o espaço para experimentar está muito maior no mercado musical, principalmente dentro dos numerosos gêneros eletrônicos e até mesmo nos mais populares.

Um ótimo exemplo dessa vertente na música atual, James Blake, nascido em Londres, na Inglaterra, é um compositor, produtor musical, cantor, toca diversos instrumentos desde o tradicional piano até avançados sintetizadores e samplers. E agora, nomeado ao Grammy por Best New Artist, é um dos artistas do cenário underground eletrônico mais visados do momento, mesmo não sendo assim tão novo. O artista britânico lançou em 2013 na realidade o seu segundo álbum, intitulado Overgrown, porém ele iniciou sua carreira em 2009 com seus primeiros singles e EP's misturando elementos do soul com dubstep.
Foi então que a BBC o posicionou como a segunda maior promessa para 2011 no BBC's Sound Of 2011, ficando atrás apenas da atual famosa Jessie J. Com o lançamento do seu primeiro e auto intitulado album nesse mesmo ano James firmou seu caminho na música, apesar de não ter apelo e nem sucesso comercial algum, ele ganhou muito respeito por seu trabalho artístico, experimental e sua sonoridade única, como é possível ouvir já em seus primeiro e segundo singles, Limit To Your Love e The Wilhelm Scream. Seu mais recente trabalho, segundo álbum (Overgrown), conseguiu ser ainda mais aclamado pela crítica, garantindo seu primeiro prêmio e a (atrasada) indicação ao Grammy, e é dele que eu indico a incrível Retrograde, primeiro single do álbum. 
Para lançamento de remixes, o inglês também é conhecido paralelamente como Harmonimix, mas nada tão impactante quanto seu incrível trabalho como James Blake. Não são todos que conseguem entrar e entender essa atmosfera criada por ele, mas vale a tentativa, se você procura por arte, originalidade, sair um pouco do óbvio e comum, e acima de tudo dar oportunidade ao lado experimental da música, taí uma boa opção.
Faixa favorita: I Never Learnt To Share.
(notem que a criatura consegue fazer tudo ao vivo e perfeitamente)