O ataque da mídia internacional contra o Brasil
por Jonathan Seronato
Campos
minados, bombas atômicas, canhões e mísseis já foram as principais armas contra
um país, mas não são as únicas. A mídia, como todos nós sabemos, é um espaço
que deveria ser democrático e imparcial, preceitos que na maioria das vezes
ficam apenas na teoria. Desde o surgimento da imprensa, pessoas têm usado a
comunicação como uma ferramenta de liderança de massa, e que tem sido
aprimorada ao longo dos anos.
Devastada
com a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha acumulou uma dívida estratosférica com
os países vitoriosos, mais de oito milhões de pessoas foram mortas entre 1914 e
1918, e o patriotismo germânico estava ameaçado. Em 1923 o soldado Adolf Hitler
tenta sem obter sucesso um golpe de Estado, o condenando a cinco anos de
prisão, tempo suficiente para que escrevesse o livro Mein Kampf (Minha Luta),
livro que guiaria o Partido Nazista à chancelaria alemã em 1933. A partir de
então, Hitler usou como ninguém a mídia para disseminar uma ideologia xenófoba
e preconceituosa. Ministro da Propaganda do governo nazista, Joseph Goebbels
foi uma das figuras mais importantes do governo, pois soube manipular a Alemanha
através de filmes, jornais impressos, programas de rádio, etc.
Goebbels não
inspirou apenas os alemães, conglomerados de comunicação de todo o mundo
ficaram surpresos com o desempenho da propaganda nazista e decidiram usar o mesmo
recurso, o qual é utilizado 80 anos após o início da lavagem cerebral
germânica.
A revista
britânica The Economist publicou em setembro do ano passado um especial de 14
páginas apontando os erros cometidos pelos gestores brasileiros nos últimos
anos, culminando na perda de credibilidade do país frente aos investidores
internacionais. Erros que felizmente não batem com os números apresentados em
2013: A indústria automobilística fechou o ano com alta de 9,9% em relação ao
ano anterior, a capitalização líquida da poupança também teve um recorde
histórico de 71 bilhões de reais e a construção civil teve um crescimento de
4,5% em 2013.
Além do The
Economist, outro grupo britânico tem se empenhado em fazer terrorismo midiático
contra o Brasil, a rede BBC destacou que o país não tem conseguido prestígio e
Copa afastará investidores: “Tudo o que os jornais
internacionais mostram é que os estádios não estão prontos, que o Blatter está
reclamando, etc. Há cinco anos, nós não sabíamos como era a infraestrutura do
Brasil, agora nós sabemos que não está boa”. Concordo, tudo o que os jornais
têm feito é noticiar a violência e a falta de infraestrutura. O que não entendo
é porque não falam sobre os índices de desigualdade no Reino Unido terem
aumentado, igualando-os aos números do início do século passado?
Não concordei com o
fato da Copa do Mundo ter vindo ao Brasil, mas nem por isso quero ser o tipo de
brasileiro que grita aos quatro cantos que não teremos Copa. Se a população não
foi contrária antes, porque aos 45 minutos do segundo tempo, quer criticar?
O que me enoja não é o fato da mídia
internacional falar mal do país, até porque sempre fizeram isso, mas não
entendo como a maioria dos brasileiros menospreza o Brasil apenas porque a imprensa
estrangeira tem feito o mesmo. Não quero que as pessoas ignorem os problemas,
mas não podemos continuar com este complexo de vira-latas asqueroso. Apesar de
todas as dificuldades, devemos nos orgulhar daqui.
