sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O ataque da mídia internacional contra o Brasil


por Jonathan Seronato


Campos minados, bombas atômicas, canhões e mísseis já foram as principais armas contra um país, mas não são as únicas. A mídia, como todos nós sabemos, é um espaço que deveria ser democrático e imparcial, preceitos que na maioria das vezes ficam apenas na teoria. Desde o surgimento da imprensa, pessoas têm usado a comunicação como uma ferramenta de liderança de massa, e que tem sido aprimorada ao longo dos anos.

Devastada com a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha acumulou uma dívida estratosférica com os países vitoriosos, mais de oito milhões de pessoas foram mortas entre 1914 e 1918, e o patriotismo germânico estava ameaçado. Em 1923 o soldado Adolf Hitler tenta sem obter sucesso um golpe de Estado, o condenando a cinco anos de prisão, tempo suficiente para que escrevesse o livro Mein Kampf (Minha Luta), livro que guiaria o Partido Nazista à chancelaria alemã em 1933. A partir de então, Hitler usou como ninguém a mídia para disseminar uma ideologia xenófoba e preconceituosa. Ministro da Propaganda do governo nazista, Joseph Goebbels foi uma das figuras mais importantes do governo, pois soube manipular a Alemanha através de filmes, jornais impressos, programas de rádio, etc.

Goebbels não inspirou apenas os alemães, conglomerados de comunicação de todo o mundo ficaram surpresos com o desempenho da propaganda nazista e decidiram usar o mesmo recurso, o qual é utilizado 80 anos após o início da lavagem cerebral germânica.

A revista britânica The Economist publicou em setembro do ano passado um especial de 14 páginas apontando os erros cometidos pelos gestores brasileiros nos últimos anos, culminando na perda de credibilidade do país frente aos investidores internacionais. Erros que felizmente não batem com os números apresentados em 2013: A indústria automobilística fechou o ano com alta de 9,9% em relação ao ano anterior, a capitalização líquida da poupança também teve um recorde histórico de 71 bilhões de reais e a construção civil teve um crescimento de 4,5% em 2013.

Além do The Economist, outro grupo britânico tem se empenhado em fazer terrorismo midiático contra o Brasil, a rede BBC destacou que o país não tem conseguido prestígio e Copa afastará investidores: “Tudo o que os jornais internacionais mostram é que os estádios não estão prontos, que o Blatter está reclamando, etc. Há cinco anos, nós não sabíamos como era a infraestrutura do Brasil, agora nós sabemos que não está boa”. Concordo, tudo o que os jornais têm feito é noticiar a violência e a falta de infraestrutura. O que não entendo é porque não falam sobre os índices de desigualdade no Reino Unido terem aumentado, igualando-os aos números do início do século passado?

Não concordei com o fato da Copa do Mundo ter vindo ao Brasil, mas nem por isso quero ser o tipo de brasileiro que grita aos quatro cantos que não teremos Copa. Se a população não foi contrária antes, porque aos 45 minutos do segundo tempo, quer criticar?

 O que me enoja não é o fato da mídia internacional falar mal do país, até porque sempre fizeram isso, mas não entendo como a maioria dos brasileiros menospreza o Brasil apenas porque a imprensa estrangeira tem feito o mesmo. Não quero que as pessoas ignorem os problemas, mas não podemos continuar com este complexo de vira-latas asqueroso. Apesar de todas as dificuldades, devemos nos orgulhar daqui.