quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Flop, Hit e Who: A música definida em três palavras


Se você for, assim como eu, fã da cultura pop e acompanha as principais páginas sobre o assunto, provavelmente já reparou que três palavras marcam presença nos comentários: flop, hit e who. Independente de o artista ser bom ou não, a falta de referência e a deficiência argumentativa  da grande maioria dos fãs das cantoras atuais, limitando os comentários medíocres e pejorativos.

Carreiras já foram enterradas nas redes sociais e relacionam a qualidade do trabalho pelas vendas. Há inúmeros cantores que nunca venderam milhões de cópias, mas que certamente dão uma surra no quesito qualidade em inúmeros artistas.

Ao longo de três décadas de carreira, Madonna foi embalsamada ao menos quatro vezes e isto porque as vendas não foram satisfatórias. Ora, alguns artistas não precisam provar a ninguém que são bons alguém ainda duvida que a Rainha do POP seja a melhor artista da história? Céline Dion ficou afastada dos palcos durante 6 anos e ao lançar “Loved Me Back to Life” a cantora foi chamada pelos “críticos cibernéticos” de “Who?” e “Flopada”, simplesmente as pessoas jogam a carreira de uma artista que já vendeu mais de 150 milhões de discos e conquistou mais de 300 prêmios pelo desempenho de um álbum.

Considerada pela Billboard como a artista dos anos 90, Mariah Carey foi excomungada pelos críticos de plantão e sob diversos argumentos foi jogada ao limbo. Com ela foram piores, questionaram o talento e a qualidade da cantora por favores supérfluos, como o peso, as roupas, o cabelo e a vida afetiva. Talvez a maioria dos internautas atuais estivesse tomando Nescau na mamadeira quando Mariah já emplacava hits, mas não justifica o fato de que falassem do trabalho dela como se fosse algo qualquer. Os últimos álbuns da cantora podem não ter sido tão bons quanto o The Emancipation of Mimi, mas ainda os considero como um dos melhores álbuns lançados em seus respectivos anos. Mariah Carey não vende tão bem quanto no passado, mas as vendagens tornam #Beautiful e The Art Of Letting Go músicas ruins? I don’t think so.

Não posso fazer um artigo sobre este assunto sem mencionar a cantora Christina Aguilera. Sim, talvez a mais injustiçada de todas, Christina foi colocada na fogueira pelas mesmas pessoas que a aplaudiram, inclusive os próprios fãs que durante cinco anos, fizeram de tudo para destruir a carreira da artista. Em 2008, a cantora comemorava 10 anos de carreira e lançou uma coletânea com os maiores sucessos e com 2 músicas inéditas, a escolhida para single do Greatest Hits foi a faixa Keeps Gettin Better e rapidamente foi associada pela então novata, Lady Gaga. Desde este incidente, Christina foi humilhada publicamente e serviu de chacota na maioria das páginas relacionadas a cultura pop e só apenas em 2011 que as coisas começaram a mudar, a cantora fez uma parceria com o Maroon5 e juntos emplacaram um dos maiores sucessos daquele ano, Moves Like Jagger.

As hitmakers Beyonce e Rihanna já tiveram seus nomes relacionados tanto com a palavra HIT, quanto o FLOP e os fãs de outras cantoras, já desmereceram o trabalho das duas as relacionando com o fracasso. A minha dica para os “críticos de três palavras” é que eles deveriam se preocupar mais com o trabalho do seu artista favorito ao invés de desmerecer o trabalho dos outros. 

Bow Down Bitches.