Flop, Hit e Who: A música definida em três palavras
Se você for, assim como eu, fã da
cultura pop e acompanha as principais páginas sobre o assunto, provavelmente já
reparou que três palavras marcam presença nos comentários: flop, hit e who. Independente
de o artista ser bom ou não, a falta de referência e a deficiência argumentativa da grande maioria dos fãs das cantoras atuais, limitando os
comentários medíocres e pejorativos.
Carreiras já foram enterradas nas
redes sociais e relacionam a qualidade do trabalho pelas vendas. Há inúmeros
cantores que nunca venderam milhões de cópias, mas que certamente dão uma surra
no quesito qualidade em inúmeros artistas.
Ao longo de três décadas de
carreira, Madonna foi embalsamada ao menos quatro vezes e isto porque as vendas
não foram satisfatórias. Ora, alguns artistas não precisam provar a ninguém que
são bons alguém ainda duvida que a Rainha do POP seja a melhor artista da
história? Céline Dion ficou afastada dos palcos durante 6 anos e ao lançar “Loved
Me Back to Life” a cantora foi chamada pelos “críticos cibernéticos” de “Who?”
e “Flopada”, simplesmente as pessoas jogam a carreira de uma artista que já
vendeu mais de 150 milhões de discos e conquistou mais de 300 prêmios pelo
desempenho de um álbum.
Considerada pela Billboard como a
artista dos anos 90, Mariah Carey foi excomungada pelos críticos de plantão e
sob diversos argumentos foi jogada ao limbo. Com ela foram piores, questionaram
o talento e a qualidade da cantora por favores supérfluos, como o peso, as
roupas, o cabelo e a vida afetiva. Talvez a maioria dos internautas atuais
estivesse tomando Nescau na mamadeira quando Mariah já emplacava hits, mas não
justifica o fato de que falassem do trabalho dela como se fosse algo qualquer. Os
últimos álbuns da cantora podem não ter sido tão bons quanto o The Emancipation
of Mimi, mas ainda os considero como um dos melhores álbuns lançados em seus
respectivos anos. Mariah Carey não vende tão bem quanto no passado, mas as
vendagens tornam #Beautiful e The Art Of Letting Go músicas ruins? I don’t
think so.
Não posso fazer um artigo sobre
este assunto sem mencionar a cantora Christina Aguilera. Sim, talvez a mais
injustiçada de todas, Christina foi colocada na fogueira pelas mesmas pessoas
que a aplaudiram, inclusive os próprios fãs que durante cinco anos, fizeram de
tudo para destruir a carreira da artista. Em 2008, a cantora comemorava 10 anos
de carreira e lançou uma coletânea com os maiores sucessos e com 2 músicas
inéditas, a escolhida para single do Greatest Hits foi a faixa Keeps Gettin
Better e rapidamente foi associada pela então novata, Lady Gaga. Desde este
incidente, Christina foi humilhada publicamente e serviu de chacota na maioria
das páginas relacionadas a cultura pop e só apenas em 2011 que as coisas
começaram a mudar, a cantora fez uma parceria com o Maroon5 e juntos emplacaram
um dos maiores sucessos daquele ano, Moves Like Jagger.
As hitmakers Beyonce e Rihanna já
tiveram seus nomes relacionados tanto com a palavra HIT, quanto o FLOP e os fãs
de outras cantoras, já desmereceram o trabalho das duas as relacionando com o
fracasso. A minha dica para os “críticos de três palavras” é que eles deveriam
se preocupar mais com o trabalho do seu artista favorito ao invés de desmerecer
o trabalho dos outros.
Bow Down Bitches.
