Elitização da cultura no Brasil
O acesso à informação e aos produtos culturais é um dos reflexos da globalização, e tem sido cada vez mais significativo nos últimos anos. Na tarde de quarta-feira (08), o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) fez uma crítica àqueles que não gostam do reality show Big Brother Brasil e comentou sobre a exposição de algumas pessoas que consegue ser tão grande quanto aos participantes do programa.
Muitos concordaram com o posicionamento do deputado, até porque ele foi catapultado no cenário nacional justamente devido à participação de Wyllys na quinta temporada do programa. No entanto um comentário me chamou a atenção, em um tom agressivo, um seguidor escreveu “Jean, acho que seria mais sincero e, por consequência, bonito de sua parte dizer ‘Esse programa merda me catapultou. O meio justificou o fim’. Ninguém liga para essas pessoas do BBB, as pessoas criticam o fato da emissora mais abrangente do país transmitir em horário nobre um programa de nível cultural e educacional tão baixo”.
A assessoria de imprensa do parlamentar cometeu um erro ao responder o seguidor. Disse que peças de teatro, ópera, exposições, concertos e festivais são exclusivos à elite. Um argumento utilizado por muitos para dizer que a elitização cultural é a mesma.
Foi-se o tempo em que apenas a alta sociedade ia aos espetáculos, atualmente há uma infinidade de espetáculos com valores acessíveis ou até mesmo gratuitos. Defensores da democratização sócio-cultural são muitas vezes responsáveis pela segregação entre as classes. Concordo que muitas peças caras, mas não quer dizer que sejam apenas as caras, há inúmeros eventos gratuitos, vai do interesse e instrução de cada cidadão.
Imagem:
Carnaval (Tarsila do Amaral) - 1924
