quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

As últimas grandes reinvenções da música (Parte 1)

por Diego Nunes

Não é nada fácil se manter no mercado da música sem cair no esquecimento, este é um ramo muito traiçoeiro e vive em constantes transições, para isso alguns artistas se fortalecem em renovações criativas a fim de atingir novos públicos, gerando ou seguindo novas tendências, ou simplesmente para se expressar artisticamente e mostrar suas individualidades.

É aí que o nosso top 12 entra em atividade, para trazer aos nossos leitores esses momentos de transformação que enriquece o mundo da música e contribuem para deixar esta arte sempre fresca e inovadora.

12 - Black Eyed Peas


Monkeys Business (2005), o quarto álbum lançado pelo quarteto de hip hop, porém o segundo após estourarem pelo mundo afora, veio recheado de hits e com muito rap, pop e hip hop. Após grandes mudanças no mercado fonográfico e um hiatos de 4 anos, a banda retorna totalmente diferente em 2009 com o álbum The E.N.D., com muitos efeitos computadorizados, sintetizadores, super produções, sonoridade e visual bastante futurística, inaugurando sua fase mais eletrônica e a febre David Guetta que viria a seguir.





11 - P!nk

Seu terceiro álbum de estúdio, Try This (2003), foi o que teve a pior recepção pública em toda sua carreira, P!nk vivia sua fase mais pesada, explorou o máximo do seu rock n roll, do preto e de polêmicas também, os sucessos não aconteceram e as vendas (para a época) foram pior ainda (mesmo sendo este trabalho de qualidade muito boa). Foi então que P!nk ressuscita em 2006 com o I'm Not Dead em uma imagem renovada, mais animada e também suave, e assim consegue reconquistar o público com boas vendas e sucessos, principalmente na Europa e Austrália.





10 - Kelly Clarkson



Em 2007, Kelly Clarkson passava por um momento delicado em sua carreira, enquanto o mundo voltava sua atenção para o hip hop, a cantora americana entrava em sua fase mais dark e roqueira com o álbum My December, e diante disso não conseguiu apoio das massas e muito menos de sua gravadora que, pelo fato da cantora ter sido dona de grandes hits, a pressionou e logo em 2009 com o All I Ever Wanted, Kelly se reinventa e volta ao topo dos charts com um pop/rock novo e cheio de elementos eletrônicos.



9 - Maroon 5


A banda de pop rock americana ganhou os charts do mundo com os hits do seu primeiro álbum, Songs About Jane, vendeu milhões e milhões de cópias mundialmente, porém com o passar dos anos e dos álbuns seguintes as vendas foram diminuindo cada vez mais e os sucessos iam se tornando mais raros. As coisas pioraram com o terceiro álbum, Hands All Over (2010), que teve o pior histórico vendas e sucessos da banda e para se manter no mercado alguma coisa precisaria ser feita, desde 2007 eles não tinham um sucesso (Makes Me Wonder), então eles resolvem mudar e relançam o álbum com a inédita faixa em colaboração com Christina Aguilera e estréia a fase mais pop da banda, trazendo elementos eletrônicos, sintetizadores, o single se torna hit no mundo todo, atingindo #1 em dezenas de países, alavancando as vendas do álbum e é nessa fórmula refrescante que a banda investe e mantem seus sucessos até hoje.



8 - Mariah Carey

Em meio a sucessivas dificuldades comerciais, a Danielle Winits Amarilys americana lutou bravamente pra se restabelecer, depois de mais de 10 #1s, o máximo que Mariah conseguiu com Charmbracelet (2002) foi um top 90 na Billboard, e realmente seria difícil, o álbum é bem pouco comercial e também não arrisca artisticamente. Mas ela é forte e não desiste, em 2005 a cantora se reinventa com o The Emancipation Of Mimi e diminui a distancia para cumprir sua meta de ultrapassar a quantidade de #1 dos Beatles, mas é claro que a transformação da Mariah foi apenas musical, afinal esta não muda de roupas e penteados desde o início da carreira. O álbum é recheado de músicas radiofônicas e marcantes, com muitas batidas dançantes e hip hop.


7 - Gabriella Cilmi

A cantora australiana já explorou diversos estilos como pop, soul, r&b, electropop, indie, e em 2010 Gabriella mostrou seu lado mais eletrônico, com visual bem feminino e sexy, parecia mais uma diva dance do século XXI. Em sequência, com seu terceiro álbum (The Sting, 2013), ela ressurge meio Fiona Apple com um visual mais sério e dark, cabelos curtos, e uma sonoridade mais indie, downtempo e um pouco de trip-hop.