As últimas grandes reinvenções da música (Parte 1)
por Diego Nunes
Não é nada fácil se manter no mercado da música sem cair no
esquecimento, este é um ramo muito traiçoeiro e vive em constantes transições,
para isso alguns artistas se fortalecem em renovações criativas a fim de
atingir novos públicos, gerando ou seguindo novas tendências, ou simplesmente
para se expressar artisticamente e mostrar suas individualidades.
É aí que o nosso top 12 entra em atividade, para trazer aos
nossos leitores esses momentos de transformação que enriquece o mundo da música
e contribuem para deixar esta arte sempre fresca e inovadora.
12 - Black Eyed Peas
Monkeys Business (2005), o quarto álbum lançado pelo quarteto
de hip hop, porém o segundo após estourarem pelo mundo afora, veio recheado de
hits e com muito rap, pop e hip hop. Após grandes mudanças no mercado
fonográfico e um hiatos de 4 anos, a banda retorna totalmente diferente em 2009
com o álbum The E.N.D., com muitos efeitos computadorizados, sintetizadores,
super produções, sonoridade e visual bastante futurística, inaugurando sua fase
mais eletrônica e a febre David Guetta que viria a seguir.
11 - P!nk
10 - Kelly Clarkson
Em 2007, Kelly Clarkson passava por um momento delicado em
sua carreira, enquanto o mundo voltava sua atenção para o hip hop, a cantora
americana entrava em sua fase mais dark e roqueira com o álbum My December, e
diante disso não conseguiu apoio das massas e muito menos de sua gravadora que,
pelo fato da cantora ter sido dona de grandes hits, a pressionou e logo em 2009
com o All I Ever Wanted, Kelly se reinventa e volta ao topo dos charts com um
pop/rock novo e cheio de elementos eletrônicos.
9 - Maroon 5
A banda de pop rock americana ganhou os charts do mundo com
os hits do seu primeiro álbum, Songs About Jane, vendeu milhões e milhões de
cópias mundialmente, porém com o passar dos anos e dos álbuns seguintes as vendas
foram diminuindo cada vez mais e os sucessos iam se tornando mais raros. As
coisas pioraram com o terceiro álbum, Hands All Over (2010), que teve o pior
histórico vendas e sucessos da banda e para se manter no mercado alguma coisa
precisaria ser feita, desde 2007 eles não tinham um sucesso (Makes Me Wonder),
então eles resolvem mudar e relançam o álbum com a inédita faixa em colaboração
com Christina Aguilera e estréia a fase mais pop da banda, trazendo
elementos eletrônicos, sintetizadores, o single se torna hit no mundo todo,
atingindo #1 em dezenas de países, alavancando as vendas do álbum e é nessa
fórmula refrescante que a banda investe e mantem seus sucessos até hoje.
8 - Mariah Carey
Em meio a sucessivas dificuldades comerciais, a Danielle
Winits Amarilys americana lutou bravamente pra se restabelecer, depois
de mais de 10 #1s, o máximo que Mariah conseguiu com Charmbracelet (2002) foi
um top 90 na Billboard, e realmente seria difícil, o álbum é bem pouco
comercial e também não arrisca artisticamente. Mas ela é forte e
não desiste, em 2005 a cantora se reinventa com o The Emancipation Of Mimi e
diminui a distancia para cumprir sua meta de ultrapassar a quantidade de #1 dos
Beatles, mas é claro que a transformação da Mariah foi apenas musical, afinal
esta não muda de roupas e penteados desde o início da carreira. O álbum é
recheado de músicas radiofônicas e marcantes, com muitas batidas dançantes e
hip hop.
7 - Gabriella Cilmi
A cantora australiana já explorou diversos estilos como pop,
soul, r&b, electropop, indie, e em 2010 Gabriella mostrou seu lado mais
eletrônico, com visual bem feminino e sexy, parecia mais uma diva dance do
século XXI. Em sequência, com seu terceiro álbum (The Sting, 2013), ela
ressurge meio Fiona Apple com um visual mais sério e dark, cabelos curtos, e
uma sonoridade mais indie, downtempo e um pouco de trip-hop.





